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Modelos

Nesta edição, o projeto estabelece um diálogo direto com a realidade de Várzea Grande, na região do “Zero”. Seis mulheres trans que atuam como trabalhadoras do sexo participam como modelos no projeto.

Longe de uma abordagem que as vitimize, ao vestirem as criações dos estilistas trans, elas não apenas apresentam uma coleção de moda, mas também desafiam estigmas e reivindicam a potência e o protagonismo de suas identidades.

A participação das mulheres no ensaio fotográfico do editorial “Moda para Todes”, é um ato político. Utiliza a moda como uma ferramenta para gerar visibilidade, questionar os padrões hegemônicos da indústria e promover um diálogo sobre a dignidade e a cidadania de corpos historicamente marginalizados. 

Foto da modelo Alexya Silva

Alexya Silva

Alexya é uma mulher trans que vive em Várzea Grande, Mato Grosso. Saiu de casa aos dezoito anos para realizar sua transição e encontrou nos pensionatos o primeiro lugar possível para recomeçar. Passou a trabalhar nas ruas, experiência que marcou sua trajetória e fortaleceu seu desejo de seguir outro caminho.

Seu maior objetivo é construir uma família: ter uma casa própria, um companheiro e um filho. Guarda uma parte do que ganha para comprar sua casa e pensa nisso como um passo concreto para transformar sua vida. Alexya se vê no universo da beleza. Gosta de estética, cabelo e cuidados pessoais, áreas nas quais imagina seu futuro profissional. Sonha em deixar a prostituição, ter um emprego estável e viver com segurança, afeto e rotina. 

Foto da Modelo Cindy Clafort

Cindy Clafort

Cindy é uma mulher trans de 31 anos que vive em Várzea Grande. Seu maior objetivo é conquistar a casa própria, algo que representa para ela um espaço de segurança e estabilidade. Tem personalidade firme e costuma ser a amiga que fala com clareza, sem esconder o que pensa. Sente que está em um momento importante da vida, no qual consegue olhar para si com mais calma e decidir seus passos.

Saiu de casa aos dezesseis anos e passou muitas noites na rua e em cabarés, enfrentando violência e discriminação por ser uma pessoa trans. Essas experiências fizeram da ideia de uma casa um símbolo de proteção. Hoje, busca construir esse lugar e seguir adiante com a própria história, com autonomia e propósito.

Foto da modelo Kelly Arcanjo

Kelly ArCanjo

Kelly é uma mulher trans de 32 anos que mora no bairro Pedra 90, em Cuiabá. Iniciou sua transição aos quinze anos e enfrentou dificuldades ao longo do processo, embora tenha contado com o apoio da mãe, que foi central na sua trajetória.

Viajou por várias regiões do país, muitas vezes de carona e caminhão, conhecendo diferentes cidades e formas de vida. Depois de um período trabalhando nas ruas, buscou formação na área administrativa e hoje atua profissionalmente como auxiliar administrativa e de recursos humanos com carteira assinada.

Foto da modelo Miriadnny Muniz

Miriadnny Muniz

Miriadnny é uma mulher trans de 28 anos, cuiabana, que atualmente vive no Cristo Rei, em Várzea Grande. Mora sozinha desde os quinze anos e trabalha nas ruas, algo que reconhece como um trabalho difícil para uma mulher trans.

Sonha em estudar e deseja cursar fisioterapia. Já atuou como cabeleireira e hoje trabalha como produtora de festas infantis, atividade que realiza paralelamente ao trabalho nas ruas e que ajuda a organizar sua rotina e garantir renda.

Foto da Modelo Rebeca Lopes

Rebeca Lopes

Rebeca é uma mulher trans de 30 anos que mora no Colina Dourada, em Várzea Grande, lugar que ela chama de “condomínio periférico do Lula”. Com bom humor e fala solta, atua como influenciadora e vê a conquista da casa própria como um marco importante da sua trajetória.

Iniciou sua transição aos dezesseis anos e entende que seu maior sonho é sobreviver e se manter, algo que considera central para uma pessoa trans no Brasil. Gosta de festas, de estar com amigos e de momentos de riso, mas também valoriza o tempo em casa, onde assiste séries e descansa.

Foto da modelo Victoria Amaral

Victoria Amaral

Victoria é uma mulher trans, tem 30 anos e mora em Várzea Grande. Iniciou sua transição aos quinze anos e, convivendo com travestis mais velhas, encontrou referências que a ajudaram a se reconhecer e afirmar sua identidade. Tentou entrar no mercado de trabalho formal, mas enfrentou portas fechadas e preconceito, o que a levou a trabalhar nas ruas como única alternativa naquele momento.

Conta com o apoio dos pais, que a amam e sabem sobre sua rotina. Seus objetivos são ter a casa própria, adquirir um carro e alcançar estabilidade financeira para ajudar a família. Victoria pensa em deixar a prostituição devido à violência física que mulheres trans e travestis enfrentam nas ruas e busca construir uma vida mais segura e estável.

Contato

+55 61 99986-9292

Mato Grosso – Brasil

APOIO

Formas geométricas pretas soletram Ottos em um fundo claro: dois círculos com orifícios centrais, dois sinais de mais feitos de quadrados e um "s" estilizado no final.
Um logotipo simples em preto e branco de uma casa com três janelas retangulares e um telhado recortado, acima do texto A CASA DO CENTRO em letras maiúsculas.
A imagem exibe o nome José Medeiros em texto preto em um fundo cinza claro, com uma linha vermelha vertical fina à direita do texto.

Realização

Logotipo do Governo do Mato Grosso, com um emblema em preto e branco e um texto onde se lê Governo de Mato Grosso em um fundo branco.

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