A primeira ação do projeto foi solicitar doações de roupas a pessoas conhecidas e à rede, além de adquirir peças específicas em brechós. Em seguida, iniciou-se a busca pelas modelos.
Após visitas ao “Zero”, em Várzea Grande, foram confirmadas as profissionais do sexo interessadas em participar. Giu Otomura ficou responsável por tirar as medidas de cada uma e elaborar fichas que orientaram a modelagem das roupas.
Posteriormente, houve seleção e higienização de todas as peças para iniciar o processo de desmanche e reutilização. Nada foi descartado. Pedaços de tecido e sobras de corte foram guardados e transformados em almofadas para animais. O upcycling foi tratado como prática central por Giu Otomura e Alice Anayumi, integrando o compromisso de criação.
As peças partiram de croquis iniciais, que foram adaptados conforme a disponibilidade de materiais. Cada designer teve liberdade para criar com os tecidos que considerou mais adequados, mantendo aberto o processo de desenvolvimento das roupas.